O Jornal-Escola O Sol foi um projeto criado por Reynaldo Jardim, para, na época, suprir a deficiência das faculdades de jornalismo. Era um jornal jovem, alternativo, diário e que retratava a sociedade esquerdista da época. Acompanhou e fez parte da história do Brasil e da imprensa brasileira.
O Sol tinha total liberdade na produção estética e criativa. Em depoimentos do documentário O Sol, de Tetê Moraes, chegaram a dizer que aquilo tudo era uma “brincadeira”, uma “irresponsabilidade”, paralela à cobrança que é exigida na imprensa.
Uma música de Caetano Veloso, que cita o sol em sua letra, virou o hino do jornal, representando o espírito “Sem Lenço nem documento” do jornal.
O Sol não surgiu por acaso. O contexto histórico da época era de total efervescência cultural, e o jornal veio dar voz aos universitários, que eram o seu público-alvo e passaram a ser uma categoria, o que até então não eram.
Em uma total ousadia romântica, quem trabalhava no jornal acreditava que ia salvar o mundo, e quem não pensasse assim, eram considerados traidores.
Em depoimento de Ziraldo, ele disse que O Sol “Marcou o que era a cabeça juventude daquela época, assumiu o que era novo...”.
Uma das características marcantes do jornal eram as manchetes ousadas, o que reforçava a ideologia do veículo que não tinha rabo-preso com ninguém, chegando até a supor que seu fim se deu a isso, pois O Sol não vendeu a alma.
O Sol foi uma ousadia romântica, o que nos tempos de mesmice dos jornais de hoje, dá muita saudade.
E como definiu Reynaldo Jardim no final do documentário: “Jovem é O Sol, mesmo se é noite”.
terça-feira, 29 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
Virada Cultural
A expectativa é das melhores para a Virada Cultural deste ano. Não que a do ano passado tenho sido um desastre, para mim, longe disso! Tirando a infeliz confusão no show do conjunto de rap Racionais Mc´s, a virada foi ótima e, para quem teve a oportunidade de freqüentar alguma apresentação, que não a do grupo do Mano Brown, viu um show organizado e de boa qualidade sonora.
As atrações são todas de alto nível. O maior desafio da Prefeitura do Estado de São Paulo é manter a organização do evento sob controle, evitando confusões aglomeradas (Uma confusão individual aqui ou ali, onde tem álcool, sempre vai existir) e sustentar a qualidade no áudio das apresentações, que correspondam com o nível dos artistas, para que eles só pensem na sua apresentação e não em fatores externos. O prefeito não é tão bronco assim, creio que ele aproveite os sucessos e fracassos do ano anterior para alcançar o êxito completo nesta edição. Enfim, se sair do papel todas as idéias desta Virada Cultural, não vejo motivos para não ser um estupendo sucesso.
A Virada Cultural este ano será das 18 horas do dia 26 de abril às 18 horas do dia 27. O metrô, na ocasião, funcionará 24 horas ininterruptas. Vão ter 26 palcos espalhados pelo centro da cidade, com atrações diversas, incluem-se shows musicais, filmes, danças, teatro e circo, somando-se 5 mil artistas em 800 atrações. A prefeitura também divulgou o investimento feito, que será de R$ 6,8 milhões, quase o dobro do ano passado.
Aqui vai o site da Virada Cultural, que explica detalhadamente o evento: http://viradacultural.org/
Estamos carentes de eventos como esse, salva-se aí o Sesc, que sempre está organizando exposições e shows de boa qualidade cultural e preços, quando não gratuitos, acessíveis.
As atrações são todas de alto nível. O maior desafio da Prefeitura do Estado de São Paulo é manter a organização do evento sob controle, evitando confusões aglomeradas (Uma confusão individual aqui ou ali, onde tem álcool, sempre vai existir) e sustentar a qualidade no áudio das apresentações, que correspondam com o nível dos artistas, para que eles só pensem na sua apresentação e não em fatores externos. O prefeito não é tão bronco assim, creio que ele aproveite os sucessos e fracassos do ano anterior para alcançar o êxito completo nesta edição. Enfim, se sair do papel todas as idéias desta Virada Cultural, não vejo motivos para não ser um estupendo sucesso.
A Virada Cultural este ano será das 18 horas do dia 26 de abril às 18 horas do dia 27. O metrô, na ocasião, funcionará 24 horas ininterruptas. Vão ter 26 palcos espalhados pelo centro da cidade, com atrações diversas, incluem-se shows musicais, filmes, danças, teatro e circo, somando-se 5 mil artistas em 800 atrações. A prefeitura também divulgou o investimento feito, que será de R$ 6,8 milhões, quase o dobro do ano passado.
Aqui vai o site da Virada Cultural, que explica detalhadamente o evento: http://viradacultural.org/
Estamos carentes de eventos como esse, salva-se aí o Sesc, que sempre está organizando exposições e shows de boa qualidade cultural e preços, quando não gratuitos, acessíveis.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Lira Paulistana
Em reportagem da Veja desta semana, a revista divulgou poemas e letras de músicas que foram censuradas pela ditadura militar nos anos 70. Mas os motivos das censuras divulgadas pela reportagem não foram os políticos, “comuns” na época, e sim motivos estéticos, de “bom gosto”. E pelo “bom gosto” do regime militar, ganham destaque na reportagem os censurados Mário de Andrade, Adoniran Barbosa e Lupicínio Rodrigues.
Algumas das justificativas recolhidas pela Veja são das mais absurdas. A música Bicho de Pé, de Lupicínio Rodrigues (“Vivia sozinha num ranchinho velho feito de sopapo”), ganhou o veto pelos seguintes motivos: “A falta de inspiração leva o autor a poetizar um bicho-de-pé, colocando elemento subdesenvolvido como exemplo do caráter feminino”. Absurdamente neste nível é a justificativa da censura da música Tiro ao Álvaro, de Adoniram Barbosa. Após circular, na letra de sua música, as palavras “tauba”, “artomorve” e “revorve”, complementou o infortúnio com os dizeres: “A falta de gosto impede a liberação da letra”. Adoniran, que nunca teve militância política, tinha suas letras vetadas única e simplesmente por utilizar uma linguagem coloquial e cometer propositais erros de gramática entre os versos.
Mas, para os amantes da obra de Mário de Andrade, como esse novato blogueiro, a indignação fica por conta do veto de um de meus poemas favoritos do Mário. Reproduzo aqui o poema Lira Paulistana:
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem,
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus,
Adeus.
A justificativa da censura é essa: "Não é possível! Quanta falta de preparo, assunto, gosto e tudo...".
Realmente...
Salve Mário!
Algumas das justificativas recolhidas pela Veja são das mais absurdas. A música Bicho de Pé, de Lupicínio Rodrigues (“Vivia sozinha num ranchinho velho feito de sopapo”), ganhou o veto pelos seguintes motivos: “A falta de inspiração leva o autor a poetizar um bicho-de-pé, colocando elemento subdesenvolvido como exemplo do caráter feminino”. Absurdamente neste nível é a justificativa da censura da música Tiro ao Álvaro, de Adoniram Barbosa. Após circular, na letra de sua música, as palavras “tauba”, “artomorve” e “revorve”, complementou o infortúnio com os dizeres: “A falta de gosto impede a liberação da letra”. Adoniran, que nunca teve militância política, tinha suas letras vetadas única e simplesmente por utilizar uma linguagem coloquial e cometer propositais erros de gramática entre os versos.
Mas, para os amantes da obra de Mário de Andrade, como esse novato blogueiro, a indignação fica por conta do veto de um de meus poemas favoritos do Mário. Reproduzo aqui o poema Lira Paulistana:
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem,
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus,
Adeus.
A justificativa da censura é essa: "Não é possível! Quanta falta de preparo, assunto, gosto e tudo...".
Realmente...
Salve Mário!
domingo, 30 de março de 2008
Que bonito, é!

É de encher os olhos ver o meio-campo do São Paulo Futebol Clube Hernanes jogar. Típico jogador moderno, com intensa movimentação, ele passa, marca, arma, dribla, chuta, cruza...Com extrema técnica e domínio de jogo. Veloz, cadencia as jogadas quando necessário e, quando lhe é permitido, municia o ataque com maestria. Aliás, maestro é seu cargo no São Paulo Futebol Clube, porque classificá-lo como volante não me agrada os ouvidos...Não é peculiar a um volante dar pedaladas, tendo a opção de cortar o marcador para ambos os lados, pois o ambidestro Hernanes arremata com força e precisão a baliza adversária.
Suas seguidas convocações para a seleção brasileira de futebol, feitas pelo seu técnico e ex-jogador Dunga, são justíssimas e, nos tempos de escassez de talentos que passamos no Brasil, devido à emigração cada vez mais precoce dos nossos craques, ver um Hernanes aqui por nossas bandas, dá um sentimento de prazer conscientemente efêmero, porque sabemos que Hernanes desfilará sua elegância nos palcos do Morumbi por pouco tempo, daqui não há muito, estará esbanjando técnica nos gramados europeus, cumprindo a ordem natural das coisas.
Suas seguidas convocações para a seleção brasileira de futebol, feitas pelo seu técnico e ex-jogador Dunga, são justíssimas e, nos tempos de escassez de talentos que passamos no Brasil, devido à emigração cada vez mais precoce dos nossos craques, ver um Hernanes aqui por nossas bandas, dá um sentimento de prazer conscientemente efêmero, porque sabemos que Hernanes desfilará sua elegância nos palcos do Morumbi por pouco tempo, daqui não há muito, estará esbanjando técnica nos gramados europeus, cumprindo a ordem natural das coisas.
sexta-feira, 28 de março de 2008
APRENDA
Aprenda
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração
parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção:
pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver
o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode
ser a pessoa que você está esperando desde o dia em
que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for
apaixonante, e os olho se enchem d' água neste
momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa
pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar
o coração, agradeça: Algo no céu te mandou um
presente divino: O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro
por algum motivo e, em troca, receber um abraço,
um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem
mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos
um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te
deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu
sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá
contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro
da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos
de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite..
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo
e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar
sendo louco por ela..
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra
partindo: é o amorque chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida,
mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo
acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais não deixe que
as loucuras do dia- a- dia a deixem cega para a
melhor coisa da vida:
O AMOR.
Se descobrir esse amor, cultive-o, mas deixe-o livre!
Carlos Drummond de Andrade.
Carlos Drummond de Andrade
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração
parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção:
pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver
o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode
ser a pessoa que você está esperando desde o dia em
que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for
apaixonante, e os olho se enchem d' água neste
momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa
pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar
o coração, agradeça: Algo no céu te mandou um
presente divino: O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro
por algum motivo e, em troca, receber um abraço,
um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem
mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos
um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te
deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu
sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá
contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro
da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos
de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite..
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo
e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar
sendo louco por ela..
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra
partindo: é o amorque chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida,
mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo
acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais não deixe que
as loucuras do dia- a- dia a deixem cega para a
melhor coisa da vida:
O AMOR.
Se descobrir esse amor, cultive-o, mas deixe-o livre!
Carlos Drummond de Andrade.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 25 de março de 2008
Referencial Teórico/ Trecho
Caetano Veloso, em seu livro Verdade Tropical, explica como o “movimento” que surgia até então, foi intitulado de “Tropicália”. Segue o trecho:
“Num almoço na casa de não sei quem em São Paulo, ao qual suponho que Mário Shemberg compareceu, me pediram que cantasse algumas das músicas que eu estava gravando. Luís Carlos Barreto, um fotógrafo jornalístico que tinha se tornado produtor de cinema depois de magníficos trabalhos como diretor de fotografia (...), impressionou-se com essa canção (o que era perfeitamente coerente) e, ao ser informado de que ela não tinha título, sugeriu “Tropicália”, por causa, dizia ele, das afinidades com o trabalho de mesmo nome apresentado por um artista plástico carioca, uma instalação (na época ainda não se usava o termo, mas é o que era) que consistia num labirinto ou mero caracol de paredes de madeira, com areia no chão para ser pisada sem sapatos, um caminho enroscado, ladeado de plantas tropicais, indo dar, no fim, num aparelho de televisão ligado, exibindo a progamação normal. O nome do artista era Hélio Oiticica (...) Eu naturalmente disse que não, que não poria o nome da obra de outra pessoa na minha música, que essa pessoa poderia não gostar. O que eu não disse, é que esse nome de “Tropicália” não me agradara muito, embora a descrição que ele dera da instalação me atraísse. “Tropicália” parecia reduzir o que eu entendia de minha canção a uma reles localização geográfica. Palavra era pregnante, contudo, e nós não a esquecemos. Guilherme Araújo (empresário de marketing dos tropicalistas) gostou. Manuel Barembein, a quem eu caí na asneira de contar a sugestão feita por Barreto, agarrou-se a esse nome e, para todos os efeitos, enquanto eu não encontrasse um nome melhor, a canção se chamava “Tropicália”. Nas caixas de fitas, nas fichas de gravação, nas conversas, o nome Tropicália se impôs. O único outro título que me tinha –“Mistura Fina”- era evidentemente insatisfatório. (...) Como eu não achasse nunca um outro melhor e o disco já estivesse pronto, Tropicália ficou e oficializou-se.”
“Num almoço na casa de não sei quem em São Paulo, ao qual suponho que Mário Shemberg compareceu, me pediram que cantasse algumas das músicas que eu estava gravando. Luís Carlos Barreto, um fotógrafo jornalístico que tinha se tornado produtor de cinema depois de magníficos trabalhos como diretor de fotografia (...), impressionou-se com essa canção (o que era perfeitamente coerente) e, ao ser informado de que ela não tinha título, sugeriu “Tropicália”, por causa, dizia ele, das afinidades com o trabalho de mesmo nome apresentado por um artista plástico carioca, uma instalação (na época ainda não se usava o termo, mas é o que era) que consistia num labirinto ou mero caracol de paredes de madeira, com areia no chão para ser pisada sem sapatos, um caminho enroscado, ladeado de plantas tropicais, indo dar, no fim, num aparelho de televisão ligado, exibindo a progamação normal. O nome do artista era Hélio Oiticica (...) Eu naturalmente disse que não, que não poria o nome da obra de outra pessoa na minha música, que essa pessoa poderia não gostar. O que eu não disse, é que esse nome de “Tropicália” não me agradara muito, embora a descrição que ele dera da instalação me atraísse. “Tropicália” parecia reduzir o que eu entendia de minha canção a uma reles localização geográfica. Palavra era pregnante, contudo, e nós não a esquecemos. Guilherme Araújo (empresário de marketing dos tropicalistas) gostou. Manuel Barembein, a quem eu caí na asneira de contar a sugestão feita por Barreto, agarrou-se a esse nome e, para todos os efeitos, enquanto eu não encontrasse um nome melhor, a canção se chamava “Tropicália”. Nas caixas de fitas, nas fichas de gravação, nas conversas, o nome Tropicália se impôs. O único outro título que me tinha –“Mistura Fina”- era evidentemente insatisfatório. (...) Como eu não achasse nunca um outro melhor e o disco já estivesse pronto, Tropicália ficou e oficializou-se.”
domingo, 23 de março de 2008
Todo dia ela faz tudo sempre igual...
Segundo o dicionário Aurélio, a definição de aventura é: 1- Empresa ou experiência arriscada. 2- Acontecimento imprevisto; peripécia. 3- Ligação amorosa. Das três definições, a que mais me agrada é a terceira. Claro que interligaria as três, assim: Um relacionamento é uma experiência árdua e arriscada, que vive a base de peripécias, qualquer acontecimento imprevisto pode romper a ligação amorosa. Claro que escrevi uma coisa maluca, sem pé nem cabeça, mas as aventuras não são doidas?!
Quem não sonha diariamente em viver uma aventura ao lado da mulher amada, aquela mulher perfeita, que topa tudo que lhe é proposto, aquela felicidade toda e tal. Viajar, conhecer lugares, fazerem loucuras, jogar tudo pro alto e ir morar no litoral, naquela cidadezinha pequenina do interior, em Macondo, Pasárgada...Sonhar todos, botar em prática quase ninguém. Por quê? Todos sabem que a vida é curta, não levaremos nada dela e mesmo assim nos sacrificamos para juntar mais e mais grana, posto que, quanto mais ganhamos, mais queremos...Eu pergunto: Quem é mais feliz? Quem embarca na aventura ao lado da pessoa amada ou quem vive a vida imposta pela sociedade?
Ter os pés no chão é bom, mas nem sempre. Para vivermos uma aventura não podemos ter nem um pouco de prudência, quanto menos pensarmos nas conseqüências melhor. Exemplos de aventureiros célebres não faltam, como no caso do nosso Ernest Hemingway, levou muito de suas aventuras para a literatura, ou o poetinha Vinícius, aventuras amorosas era com ele, jogava tudo pro alto e mergulhava de cabeça na nova paixão. E como é bom, não é?
Estamos com falta de aventuras em nossas vidas. Vivemos cotidianamente os mesmos trajetos, os mesmos hábitos, freqüentamos os mesmos lugares, vemos as mesmas pessoas...Eu não sei o que é vida, mas isso não é! Você quer isso pra você?
Mirem-se no exemplo de Hemingway e Vinícius, aventuras ao lado da pessoa amada sim, e mandemos o juízo às favas!
Quem não sonha diariamente em viver uma aventura ao lado da mulher amada, aquela mulher perfeita, que topa tudo que lhe é proposto, aquela felicidade toda e tal. Viajar, conhecer lugares, fazerem loucuras, jogar tudo pro alto e ir morar no litoral, naquela cidadezinha pequenina do interior, em Macondo, Pasárgada...Sonhar todos, botar em prática quase ninguém. Por quê? Todos sabem que a vida é curta, não levaremos nada dela e mesmo assim nos sacrificamos para juntar mais e mais grana, posto que, quanto mais ganhamos, mais queremos...Eu pergunto: Quem é mais feliz? Quem embarca na aventura ao lado da pessoa amada ou quem vive a vida imposta pela sociedade?
Ter os pés no chão é bom, mas nem sempre. Para vivermos uma aventura não podemos ter nem um pouco de prudência, quanto menos pensarmos nas conseqüências melhor. Exemplos de aventureiros célebres não faltam, como no caso do nosso Ernest Hemingway, levou muito de suas aventuras para a literatura, ou o poetinha Vinícius, aventuras amorosas era com ele, jogava tudo pro alto e mergulhava de cabeça na nova paixão. E como é bom, não é?
Estamos com falta de aventuras em nossas vidas. Vivemos cotidianamente os mesmos trajetos, os mesmos hábitos, freqüentamos os mesmos lugares, vemos as mesmas pessoas...Eu não sei o que é vida, mas isso não é! Você quer isso pra você?
Mirem-se no exemplo de Hemingway e Vinícius, aventuras ao lado da pessoa amada sim, e mandemos o juízo às favas!
quarta-feira, 19 de março de 2008
2010 está aí, pelo menos para Lula.
O início da receptividade por parte dos eleitores de Lula em prol a Dilma Rousseff para sua secessão em 2010, só comprova ainda mais a competência comunicativa e a força que o atual presidente exerce sobre grande parte da população nacional, principalmente sua parcela mais precária.
Lula vem, claramente, querendo “fazer a imagem” de Dilma com o seu povo, recentemente até a intitulando de “Mãe do PAC”. O programa de aceleração do crescimento que, aliás, quanto mais se aproximam as eleições, mais se manifesta.
A idéia de ter Dilma como sua presidenta em 2010 já está amadurecendo na cabeça do eleitorado de Lula, prova disso foi o que eu ouvi hoje no rádio, após dizer, mais uma vez, que todas aquelas obras que estavam sendo finalizadas estavam naquele estágio devido a atual ministra da Casa Civil, a reação pública foram gritos de “Dilma! Dilma! Dilma!”.
Os discursos pobres de Lula (cheios de erros de concordância, metáforas medonhas, analogias ao futebol e, mais recentemente, também a culinária) mobiliza a população, causando uma identidade entre eles, uma espécie de “representante do povo” no poder. E ele não cansa de reforçar isso, dizendo que ele foi o presidente que mais pensou no povo na história, dando esmola (Bolsa Família), colaborando com a imagem de ócio perene do brasileiro.
Nessa toada, a futura candidata petista pra 2010 está pintando. Este novato blogueiro pode queimar a língua, mas que tudo está caminhando para isso está.
Dilma Rousseff é economista e política brasileira. Ela se integrou ao governo Lula em janeiro de 2003 como ministra de Minas e Energia, passando a chefiar a Casa Civil em junho de 2005 no lugar de José Dirceu, que deixou o cargo devido as acusações de corrupção no caso mensalão.
Que beleza!
Lula vem, claramente, querendo “fazer a imagem” de Dilma com o seu povo, recentemente até a intitulando de “Mãe do PAC”. O programa de aceleração do crescimento que, aliás, quanto mais se aproximam as eleições, mais se manifesta.
A idéia de ter Dilma como sua presidenta em 2010 já está amadurecendo na cabeça do eleitorado de Lula, prova disso foi o que eu ouvi hoje no rádio, após dizer, mais uma vez, que todas aquelas obras que estavam sendo finalizadas estavam naquele estágio devido a atual ministra da Casa Civil, a reação pública foram gritos de “Dilma! Dilma! Dilma!”.
Os discursos pobres de Lula (cheios de erros de concordância, metáforas medonhas, analogias ao futebol e, mais recentemente, também a culinária) mobiliza a população, causando uma identidade entre eles, uma espécie de “representante do povo” no poder. E ele não cansa de reforçar isso, dizendo que ele foi o presidente que mais pensou no povo na história, dando esmola (Bolsa Família), colaborando com a imagem de ócio perene do brasileiro.
Nessa toada, a futura candidata petista pra 2010 está pintando. Este novato blogueiro pode queimar a língua, mas que tudo está caminhando para isso está.
Dilma Rousseff é economista e política brasileira. Ela se integrou ao governo Lula em janeiro de 2003 como ministra de Minas e Energia, passando a chefiar a Casa Civil em junho de 2005 no lugar de José Dirceu, que deixou o cargo devido as acusações de corrupção no caso mensalão.
Que beleza!
segunda-feira, 17 de março de 2008
"Sei que amanhã quando eu morrer, os meus amigos vão dizer, que eu tinha bom coração..."

Nelson Antônio da Silva nasceu em 29/10/1909, na Rua Mariz e Barros, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Seu pai e tio eram músicos, cresceu rodeado de instrumentos e, aos domingos, eram organizadas rodas de samba em sua casa.
Freqüentou a escola primária Evaristo da Veiga, mas abandonou-a para trabalhar como eletricista. Nesta época, fez amizades na Lapa com Brancura, Edgar e Camisa Preta, os chamados “valentes”. Mais tarde, já adolescente, mudou com a família para a Gávea, pra finalmente se estabelecerem em uma vila operária do bairro. Freqüentava bailes dos clubes Gravatá, Carioca Musical e Chuveiro de Ouro, conhecendo músicos decisivos em sua formação, como Edgar Flauta da Gávea, Heitor dos Prazeres, Mazinho do Bandolim e o violonista Juquinha, que foi quem lhe ensinou os primeiros acordes musicais ao cavaquinho. Foi nessa época que cunhou a sua maneira peculiar de tocar o instrumento apenas com dois dedos. Aos 16 anos, sem dinheiro para adquirir um cavaco, e também para pagar um professor, treinava com um emprestado. Por essa época, trabalhava como pedreiro, e compôs seu primeiro samba, o choro intitulado “Queda”. Apresentou-o aos amigos Juquinha, Edgar, Heitor e Mazinho, que logo o convidaram para integrar seu conjunto de samba e choro. Faziam shows em clubes nas redondezas da Gávea. Apesar de tocar bem o cavaquinho, era sempre necessário pedi-lo emprestado. Vendo-o nessa situação, Ventura, um amigo, presenteou-o com um cavaquinho.
Em 1931, arrastado a delegacia pelo pai de Alice Ferreira Neves, casou-se, com quem mais tarde teria quatro filhos. O casal foi morar no subúrbio de Brás de Pina. O pai de Alice indicou-o para servir na Cavalaria da Polícia Militar. Ele patrulhava o Morro da Mangueira, local onde fez amizades com sambistas como Zé com Fome e Carlos Cachaça. Ao conhecer Cartola, na quadra da Mangueira, ficou muito tempo conversando com ele, e seu cavalo, com o qual fazia a patrulha, regressou sozinho ao batalhão, o que ocasionou a sua detenção. Aliás, não era a primeira vez que ficara detido, já que passava dias sem ir ao quartel, devido a boemia, como ele mesmo falou: “Eu ia tantas vezes em cana que já estava até me acostumando com o xadrez. Era tranqüilo, ficava lá compondo. Entre as músicas que fiz no xadrez está ´Ente a cruz e a espada` ”. Foi expulso da corporação, separou-se da mulher, afastou-se dos filhos e ingressou de vez na boemia, passando a dedicar-se exclusivamente a música. Foi morar na Mangueira em 1952.
A partir daí teve diversas músicas de sua autoria gravada por consagrados cantores de rádio da época, como “Palhaço”, gravado por Dalva de Oliveira e “Amor que morreu”, Eliseth Cardoso.
Um marco importante de sua carreira musical, foi ter conhecido Guilherme de Brito, em Ramos, onde tocava nos botequins do bairro. Guilherme demonstrou-o interesse pelo samba e, não obstante, começaram a compor musicas, formando assim uma parceria que viria a trazer grande sucesso a dupla.
Em 1957, o cantor Raul Moreno fez a primeira gravação de “A flor e o espinho”.
Em 1958, o cantor Roberto Silva incluiu “Notícia” e “Degraus da Vida” no LP “Descendo o Morro nº 4”.
Em 1961 passou a freqüentar a casa de Cartola e Dona Zica. Com a inauguração do restaurante Zicartola, na rua da carioca, no centro do Rio de Janeiro, iniciou as suas apresentações públicas. Por essa época, Nara Leão gravou “Pranto de poeta”.
Em 1967, já conhecido e tendo suas músicas interpretadas por diversos interpretes de peso da época, deu um histórico depoimento para o MIS (Museu da Imagem e do Som).
Em 1968, participou do LP “Fala Mangueira”, ao lado de Clementina de Jesus, Cartola e Carlos Cachaça. Neste mesmo ano, Paulinho da Viola gravou “Não te dói a consciência” e Nélson Gonçalves “Não sei porquê”.
Dificilmente poderão ser listados todos os intérpretes de sua obra. Contudo, destacam-se Chico Buarque (‘Cuidado com a outra’ e ‘Folhas secas’), Elza Soares (‘Saudade, minha inimiga’ e ‘Pranto de poeta’), Clara Nunes (‘Palhaço’, ‘Minha festa’ e ‘Juízo final’), Nora Ney (‘Quando eu me chamar saudade’), Emílio Santiago (‘Quero alegria’), Eliseth Cardoso (‘A flor e o espinho’, ‘Luz Negra’ e ‘Degraus da vida’), Cláudia Telles ('Luz negra'), Leny Andrade ('Vou partir'), Orlando Silva ('Degraus da vida'), Beth Carvalho ('Folhas secas', 'Quero alegria' e 'Se você me ouvisse'), Cazuza ('Luz negra'), Alcione ('Luto'), Nélson Gonçalves ('Meu velho coração'), Elis Regina ('Folhas secas') e Cyro Monteiro ('Rugas'), além do próprio parceiro Guilherme de Brito em várias composições da dupla. Beth Carvalho foi uma das intérpretes que mais o gravou, tendo ela mesmo declarado que ele foi o seu maior influenciador na música e dedicado LPs e CDs exclusivamente a sua obra.
Seus parceiros, também, foram tantos que provavelmente nem ele mesmo possa se lembrar. Porém, destacam-se: Guilherme de Brito, Cartola, Jair do Cavaquinho, João de Aquino e Paulo César Pinheiro.
Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, vítima de um enfisema pulmonar.
Tratando-se de NELSON CAVAQUINHO, quaisquer textos que eu escreva aqui, pode ser chamado de resumo.
Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, vítima de um enfisema pulmonar.
Tratando-se de NELSON CAVAQUINHO, quaisquer textos que eu escreva aqui, pode ser chamado de resumo.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Ridículos Tiranos!
Eu me sinto bem quando cumpro com as minhas obrigações, sejam elas intelectuais, físicas ou sociais. Sei que é incognoscível, as pessoas acerca de mim não percebem, mas estou feliz nas ocasiões que parecem mais inusitadas. Sinto-me feliz muitas vezes só. Gosto de ficar só, manja? Um bom livro faz eu ganhar o dia. Um bom disco de Noel também.
Pois bem, nesse paradigma de que “as coisas simples me encantam”, ou me fazem bem, sei lá o quê desse termo que já virou chavão, vou relatar um caso que me ocorreu hoje e é a maior prova dessa ideação.
Estava a caminho da Universidade, um trânsito que bateu mais um recorde na cidade (todo dia algum recorde relativo a trânsito é superado), ouvindo um cara no rádio chato pra caramba, discutindo a crise diplomática sul-americana. Já tinha escutado em todas as rádios o assunto, chegando em casa, o jornal que assino me esperava e, ao longo do dia, ia rever os tiranos em todos os telejornais possíveis! Já estressado, com aquelas fileiras intermináveis de carros a minha frente, bateu-me um dilema inquietante: Ponho um cd ou arrisco alguma rádio? (A maioria das rádios estão muito comerciais!).
Arrisquei uma rádio, bem comercial por sinal, dessas que você sente o jabá na melodia da música, mas isso não vem ao caso. O mau humor que imperava no carro na hora foi-se embora! Uma simples música conseguiu transformar o restante do meu dia.
A música em questão, que me arrancou risos no carro, é a Partido Alto, do Chico Buarque, mas que ouvi com a brilhante interpretação do MPB-4. Conheço essa música de cor e salteado, mas aquela interpretação do MPB-4, com a letra eqüipolente do Chico, me fez refletir sobre o assunto que ouvia anteriormente no rádio: Deus é um cara gozador mesmo, tinha o mundo inteiro pra botar o Chávez e foi botar ele justo aqui, na nossa América-Latina querida! Ri sozinho no carro matutando sobre o assunto.
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará, não vou duvidar ô nega!
Deus está solto!
Pois bem, nesse paradigma de que “as coisas simples me encantam”, ou me fazem bem, sei lá o quê desse termo que já virou chavão, vou relatar um caso que me ocorreu hoje e é a maior prova dessa ideação.
Estava a caminho da Universidade, um trânsito que bateu mais um recorde na cidade (todo dia algum recorde relativo a trânsito é superado), ouvindo um cara no rádio chato pra caramba, discutindo a crise diplomática sul-americana. Já tinha escutado em todas as rádios o assunto, chegando em casa, o jornal que assino me esperava e, ao longo do dia, ia rever os tiranos em todos os telejornais possíveis! Já estressado, com aquelas fileiras intermináveis de carros a minha frente, bateu-me um dilema inquietante: Ponho um cd ou arrisco alguma rádio? (A maioria das rádios estão muito comerciais!).
Arrisquei uma rádio, bem comercial por sinal, dessas que você sente o jabá na melodia da música, mas isso não vem ao caso. O mau humor que imperava no carro na hora foi-se embora! Uma simples música conseguiu transformar o restante do meu dia.
A música em questão, que me arrancou risos no carro, é a Partido Alto, do Chico Buarque, mas que ouvi com a brilhante interpretação do MPB-4. Conheço essa música de cor e salteado, mas aquela interpretação do MPB-4, com a letra eqüipolente do Chico, me fez refletir sobre o assunto que ouvia anteriormente no rádio: Deus é um cara gozador mesmo, tinha o mundo inteiro pra botar o Chávez e foi botar ele justo aqui, na nossa América-Latina querida! Ri sozinho no carro matutando sobre o assunto.
Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará, não vou duvidar ô nega!
Deus está solto!
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